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domingo, 24 de julho de 2011

Ser Umbandista

Falam em tantas Umbandas. Branca, esotérica, popular, traçada, de nação, omolocô, umbandolé, candomblé de caboclo, evangelizada, kardequizada, iniciática e outras mais.

O que é Umbanda então?

Se são tantas, porque cada qual teima em dizer que somente a sua, aquela que ele pratica, é a verdadeira?

Origens, respondem todos em unísono!

Esta seria a solução para os problemas!

E qual a origem da Umbanda verdadeira?

Lá vamos nós novamente viajar por inúmeras teses. Negros Africanos, Sumérios, Atlântida, Astros, Planetas diversos, Seres extraterrenos, Anjos celestiais, etc…


domingo, 17 de julho de 2011

A origem do Hino da Umbanda

Em 28 de Junho de l961 realizou-se no Maracanãzinho (Rio de Janeiro), a Festa de Congraçamento do Segundo Congresso Brasileiro de Umbanda, em que compareceram cerca de quatro mil médiuns uniformizados, além de grande público assistente.
Foi nesse congresso que o Hino da Umbanda foi oficialmente adotado em todo o Brasil, como o Hino Oficial da Umbanda.
Há uma história interessante com relação ao criador do hino. Segundo foi apurado, a letra foi composta na década de 60 por José Manoel Alves, um cego, que em busca de uma solução para seu problema, foi procurar a ajuda do Caboclo das Sete Encruzilhadas. Embora não tenha conseguido a cura da cegueira que, segundo o Caboclo, era de origem cármica, se tornou um seguidor apaixonado pela Umbanda. Para mostrar que poderia ver o mundo e a religião de outra maneira que não pelos olhos, compôs a letra que até hoje cantamos em nossos terreiros.
José Manoel mostrou a letra a Zélio de Moraes (nesse ponto as informações divergem, há quem diga que foi mostrada primeiro ao Caboclo das Sete Encruzilhadas), que gostou tanto que resolveu apresentá-lo como Hino Oficial da Umbanda no Congresso, onde foi imediatamente aprovado.
José Manoel Alves nasceu em Monção, Portugal. Em 1929 vem para o Brasil, indo residir no interior do Estado de São Paulo. Era compositor de músicas populares e compôs hinos para vários templos. A música do hino foi composta pelo maestro Dalmo da Trindade Reis.
Refletiu a luz divina
em todo seu esplendor
é do reino de Oxalá
Onde há paz e amor
Luz que refletiu na terra
Luz que refletiu no mar
Luz que veio, de Aruanda
Para todos iluminar
A Umbanda é paz e amor
É um mundo cheio de luz
É a força que nos dá vida
e a grandeza nos conduz.
Avante filhos de fé,
Como a nossa lei não há,
Levando ao mundo inteiro
A Bandeira de Oxalá !
Levando ao mundo inteiro
A Bandeira de Oxalá !

Postado por LUIZ CARLOS PEREIRA no Blog: http://aumbandacomoelae.blogspot.com/search/label/Apetrechos

Origem da palavra Umbanda

Hoje gostaria de abordar o tema da origem da palavra "umbanda".

Estudo que nos levam aos primórdios da humanidade,nos mostra numa das liguagem mais primitivas que é a adâmica que a palavra "Umbanda" é a junção de tres palavras:Aun= que quer dizer "conjunto,grupo"
Ban= que quer dizer "lei,regra"
Dãn= que quer dizer "Deus,divino"
Isso nos mostra que "Umbanda" provém da palavra "Aumbandãn" e quer dizer:Conjunto das Lei de Deus.Fazendo um paralelo vemos que uma das maiores leis dentro da espiritualidade é a Lei do Livre Árbitrio,depois as entidades nos lembram sempre da Lei de Causa e Efeito,e a famosa Lei de Salva.Então vemos que a Umbanda é um sistema de leis que todo umbandista deve seguir,pois sabemos que nenhuma dessas leis falham,por isso devemos sempre vigiármos nossos passos.
Um Grande abraço á todos e que Oxalá nos ilumine sempre
Axé !!!

Umbanda - a origem de uma religião 100% brasileira

Não se pode negar que a Religião de Umbanda nasceu da mistura de diversas crenças, vindas de outras religiões. Talvez por isso a Umbanda seja a religião que recebe a todos, sem discriminações, principalmente de credo religioso, muito ao contrário do que acontece com o umbandista quando este é recebido por outras religiões, mas não vamos falar disso aqui.
O importante mesmo é termos total consciência de que a Umbanda veio da cultura afro, somada aos costumes indígenas tupiniquins, além é claro do sincretismo católico, este último uma mistura de amor e imposição. Claro que ainda existem influências orientais, cardecistas, místicas, uma verdadeira miscelânea de culturas.
Na minha opinião, a mais forte destas influências é do Candomblé, e tenho muito orgulho de afirmar isso, pois apesar de a Umbanda ter nascido a pouco mais de 100 anos (primeiro registro oficial), sua raiz africada é milenar.
Pai Zélio Fernandino de Moraes foi quem registrou em cartório a primeira tenda Umbandista em 1908, sua casa, a Tenda de Umbanda Nossa Senhora da Piedade, não tocava atabaques, mas estes instrumentos do Candomblé foram incorporados a religião e hoje é difícil encontrar terreiro de Umbanda que não os possua em seus rituais. De onde veio isso?
Com certeza, esta influência veio de nossos queridos Pretos Velhos, entidades que se manifestam na Umbanda e que foram em vida, escravos de tempos antigos em nosso País.
Estes negros escravos, trazidos da África eram adeptos do Candomblé, de diversas nações diferentes, e a Umbanda, ainda sem um código específico e singular, administra seus templos individualmente através das orientações de seus guias patronos, ou seja, quem determina certos fundamentos em uma casa de umbanda é o guia espiritual chefe desta casa, daí a forte influencia dos rituais de nação trazidos por nossos queridos Pretos Velhos.
Giras de Umbanda - A Umbanda

Outra prova desta forte influencia e que também explica a entrada da cultura européia através da romana religião Católica, é o sincretismo dos Orixás (que vieram da África) com os santos católicos. Isso acontece simplesmente porque nossos antepassados negros, enquanto escravos, não podiam adorar Orixás e portanto adoravam santos católicos para não contrariar seus senhores, mas na verdade, quando um negro rezava para São Gerônimo por exemplo, estava em seu íntimo louvando a Xangô.
A religião de Pai Zélio, que completou 100 anos em 2008 é uma mistura de crenças, ainda em formação, e tomara que continue assim, pois a evolução humana não deve parar nunca, nunca devemos dizer que já sabemos de tudo e que isso é assim e assado. Tomara que a Umbanda continue evoluindo ainda mais e continue acima de tudo, uma religião eclética, sem preconceitos.
A caridade é o principal fundamento.
A ritualística de Umbanda é bastante vasta, vem sendo passada de pai para filho dentro da religião mas principalmente, vem sendo moldada pela orientação de nossos mentores espirituais, mas o principal objetivo é sem dúvida a caridade através dos atendimentos realizados por estes mesmos mentores.
Através da incorporação mediúnica, entidades espirituais muito mais evoluidas do que nós encarnados, vem prestar uma espécie de socorro as pessoas que recorrem aos diversos centros de Umbanda espalhados pelo País.
A forma que se realizam estes rituais difere um pouco de um templo para outro, justamente pelo fato de que cada casa possui seus fundamentos próprios, passados pelos seus mentores espirituais, mas em síntese ocorrem os mesmos preceitos.
O Terreiro é dividido em duas partes, o congá onde ficam os médiuns que irão trabalhar incorporados juntamente com os que irão auxiliar como cambonos e a assistência, onde se acomodam as pessoas que vem em busca deste atendimento.
A ritualística de abertura de uma Gira de Umbanda basicamente é composta de danças para os Orixás, cantos de melodias chamadas por nós de pontos cantados, defumações com ervas especiais e orações, inclusive as orações cristãs, como o Pai Nosso e a Ave Maria.
Ou seja, dentro da ritualística umbandista também se vê com clareza a mistura que compõem esta maravilhosa religião. Os atabaques e outros instrumentos comuns nos cultos aos Orixás se somam a práticas mais familiares aos cultos católicos, mas o culto aos Orixás sempre predomina, em muitos casos o Padê para o Orixá Exú, precede todas as giras, e isso é fundamento herdado do Candomblé que tem efeito prático no resultado das seções.
Este Padê consiste em cantar pontos para Exú e em seguida levar uma oferenda (ebó) até a canjira, que é o assentamento do Orixá na casa e fica do lado de fora do terreiro. Na prática, este ritual é um pedido para que Exú cuide da porteira e evite assim intromissões de espíritos menos evoluídos no trabalho, o chamado "descarrego".
Após estas louvações, rezas e pedidos, se chama em terra a entidade chefe do terreiro que irá incorporar no Zelador de Santo, o dirigente do terreiro, para tanto são entoadas cantigas especiais e próprias da entidade que virá trabalhar neste dia.
O guia chefe, depois de realizar os rituais de segurança da Gira, chama os médiuns já desenvolvidos que irão formar uma roda no centro do terreiro para receberem as entidades que irão prestar o atendimento a assistência.
Este atendimento é feito individualmente, os Guias de Luz passam orientações, receitas de banhos com ervas, dão o tradicional "passe mediúnico" que é o momento onde as entidades realizam as magias que resolvem os problemas daquela pessoa assistida.
São realizados diversos rituais nesta hora, mas acima de tudo estas entidades confortam as pessoas com seu modo carinhoso e humilde.
Existem, é claro, muitos fundamentos que envolvem a preparação de uma gira de Umbanda mas não é objetivo deste site apresentá-las em seus textos, que tem por finalidade apenas divulgar e difundir nossa cultura, mas fica a mensagem que encontramos em um destes pontos cantados que diz: A UMBANDA TEM FUNDAMENTO, É PRECISO PREPARAR.