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segunda-feira, 3 de outubro de 2011

Ela faz o que ninguém consegue fazer



Arreda homem que aí vem Mulher…
Arreda homem que aí vem Mulher…

Esse pequeno trecho do ponto que tão comumente cantamos em nossos terreiros é um dos mais significativos e expressivos quando penso em Pombagira.

Todos nós já ouvimos e lemos muitos textos sobre Exu e suas qualidades tão ativas e duais, no entanto, pouco falamos de Pombagira e pior, quase sempre quandoouvimos falar dessas Entidades de Luz a referência é com a prostituição, desejo, sexo, amarração, separação ou ainda, com a desgraça emocional e familiar.

Penso que seria muito interessante e importante para todos nós se, quando pensássemos em Pombagira, pensássemos no arquétipo Mulher, afinal, além dela ser pura expressão do feminino ela também atua e ativa a pura essência do feminino, seja nos homens ou nas mulheres.

sexta-feira, 9 de setembro de 2011

Pomba Gira Dama da Noite a História




Pomba Gira Dama da noite, seu nome, Carmem, uma mulher sofrida, que teve em sua vida somente amarguras, seu triste fim, deu-se de forma rude e cruel, seu coração não estava nos lugares que a colocaram somente era conduzida, pois seu destino era traçado assim com muita dor, talvez seu maior erro foi nascer bela e adorável ao olhos dos homens.

Carmem vagava pelas ruas sem saber para onde ir. Perdera os pais, quando tinha cinco anos, e fora morar com seus tios. Tratada como escrava por anos, nunca soube o sentido da palavra felicidade. Analfabeta, somente conhecia os segredos da cozinha e da limpeza que era obrigada a fazer diariamente. O assédio de seu primo tornara-se insuportável conforme crescia em formas e beleza. Tanto o rapaz insistiu que acabou levando-a para a cama, onde

quarta-feira, 31 de agosto de 2011

Entidades populares da Umbanda

Pombagira, cultuada nos candomblés e umbandas, é um desses personagens muito populares no Brasil. Sua origem está nos candomblés, em que seu culto se constituiu a partir de entrecruzamentos de tradições africanas e européias. Pombagira é considerada um Exu feminino. Exu, na tradição dos candomblés de origem predominantemente iorubá (ritos Ketu, Efan, Nagô pernambucano) é o orixá mensageiro entre os homens e o mundo de todos os orixás.

Os orixás são divindades identificadas com elementos da natureza (o mar, a água dos rios, o trovão, o arco-íris, o fogo, as tempestades, as folhas etc.) e sincretizados com santos católicos, Nossa Senhora e o próprio Jesus Cristo. Assim, Oxalá, o maior dos orixás, divindade da criação, é sincretizado com Jesus, Iemanjá, a Grande Mãe dos orixás e dos brasileiros, com Nossa Senhora da Conceição. Exu, o orixá trickster, o que deve ser sempre homenageado em primeiro lugar, o orixá fálico, que gosta de confundir os homens, que só trabalha por dinheiro, é aquele sincretizado erroneamente com o Diabo.

domingo, 17 de julho de 2011

Maria Padilha das almas em poesia

Falar desta entidade tão apreciada e poderosa dentro da Umbanda é uma honra!
Mais como existem tantas histórias relacionadas a esta entidade, que achei melhor incluir aqui uma poesia que se baseia na sua real história e ao mesmo tempo tem a síntese desta nobre entidade que é Maria Padilha das Almas.

Vou contar uma lenda de uma pobre Maria,
Que conheceu o luxo e a agonia!
Vou contar a lenda de Maria Padilha,
Que escondia a sedução sob a mantilha!
Ela viveu no século XIV, cheio de magia, Misticismo e fantasia!
Ela nasceu na Espanha valorosa, Formosa e maravilhosa!
Ainda criança, Maria Padilha foi abandonada...
Por sua mãe, que era uma coitada...
Ela era filha de mãe solteira...
E virou uma órfã verdadeira!
Ela nunca teve uma família inteira...
Assim , ela foi criada por uma feiticeira!
Ela gostava de dançar o “flamenco” sensual ...
De uma forma especial!
Ela gostava de vestir preto e vermelho...
Para treinar a dança no espelho!
Na adolescência, ela virou uma cortesã elegante...
Conhecendo muita gente importante!
Ela foi apresentada à Dom Pedro I de Castela...
De uma forma elegante e bela...
Pelo primeiro ministro numa festa...
Ao som de uma linda orquestra!
Assim, os dois dançaram...
E se apaixonaram...
Mas, Pedro estava noivo de Branca de Bourbon,
Que era frágil e sempre saia do tom!
Mas , Maria Padilha fez uma bruxaria,
Que gerou uma grande agonia:
Ela jogou um feitiço no cinto em que Branca...
De uma forma ingênua e franca ...
Presenteou o seu amado...
De um jeito calado!
Assim, depois do casamento...
Sem nenhum sentimento...
Aconteceu um tormento:
Branca, dois dias depois, foi abandonada...
Sem entender, absolutamente, nada!
Depois, os membros bastardos da família real...
Seqüestraram Pedro de um jeito sensacional!
Mas, com a ajuda de Maria Padilha...
Pedro escapou de toda aquela matilha!
Então, ele decidiu transferir sua corte para Alcazar de Sevilha...
Junto com sua amada Maria Padilha!
Depois, ele bolou uma vingança sem piedade...
E matou seus 9 irmãos traiçoeiros de verdade!
Por causa desta vingança de fel...
Ele ficou conhecido como: Pedro , o cruel!
Com Maria Padilha, ele teve 4 crianças...
Carregadas de coragem e esperanças!
Porém, um dia...
Cheio de agonia...
A linda Maria...
Morreu vítima da peste negra com muita dor...
Mas, Pedro chorando com ardor...
Nomeou a amada morta como rainha original...
De uma forma especial!
Porém Pedro, o cruel...
Conheceu o próprio fel...
Morrendo nas mãos do único irmão bastardo que escapou a sua ira...
Mas, que conheceu a atrocidade e a mentira!
Esta é a história de Maria Padilha,
Que escondia a sedução sob a mantilha...
E que de tanto fazer magias e de possuir um olhar de vampira...
Tem seitas que dizem que ela é a real pomba–gira.
Maria Padilha é uma pomba-gira muito feiticeira e adora vestir preto e vermelho, recebe seus pedidos e oferendas nos cruzeiros de chão como em cemitérios. Adora bebida Anis, farofa amarela e bolinhos de carne moída com pimenta, Recebe rosas vermelhas, cigarrilhas e adereços de mulher.
Trabalha para ambos os lados, basta pedir que ela estará lá prontinha para te ajudar!
Amarra, desamarra, abre e fecha caminhos...
Quando esta incorporada é muito dançante e alegre, fala alto e dá muita risada
”É noite no cemitério...
é noite em zoxilá...
é exu Maria Padilha que acaba de chegar...
trás no ombro uma coruja...
sua saia vem rodar...
vem rodar exu das a rainha zoxilá!”